Pensamentos Bizarros #5

Se respirar fosse voluntário pelo menos a gente resolvia o problema de políticos.


O que eles fazem?

Estou em busca de um apartamento e para minha digníssima morarmos em breve. Como todo bom pertencente ao partido da prole da sociedade humana minha faixa de compra é relativamente baixa. Não tanto quanto um miserável, mas ainda assim, baixa. Terei de pegar reservas e mais financiamento e ainda assim vai ser uma dor na alma, porque eu não poderei comprar um carro (não que eu dirija, mas a Elle sim) então eu preciso buscar um local com acesso fácil de ônibus e também próximo de um mercado pelo menos.

Traduzindo, ou eu compro um apartamento e ando a pé ou eu compro um carro e moro de aluguel por um tempo. Culpa do mercado imobiliário de Curitiba que acha que é Deus e disparou (e continua disparado) nos últimos anos de preço. A tendência é piorar. É, se tá ruim pra mim imagine pros coitados que nem essa opção tem.

O que eu me questiono no entanto é os anúncios que tem de apartamentos/casas/condomínios na faixa de 2 Milhões de Reais! Sério, o que os caras que comprar um imóvel por esse preço fazem? Obviamente eu estou fazendo errado se não tenho nem 10% desse valor pra comprar um imóvel?


Seríamos nós humanos ‘varelse’?

Estava eu pensando ontem sobre a disputa por um pedaço de terra na Rússia e cogitando se seríamos nós, seres humanos, varelse entre nós mesmos. Antes de entrar em detalhes colocarei o que é um varelse.

Dentro do Enderverse chega um ponto da história no qual existiu mais uma civilização inteligente além dos seres humanos, e eles foram classificados em quatro categorias distintas. Aqui você pode ver com um pouco mais de detalhes cada uma delas pois falarei apenas de varelse.

Varelse são seres inteligentes incapazes de comunicação conosco e portanto sendo impossível estabelecer uma convivência pacífica. Seriam o que nós vemos como extraterrestres dos filmes de Hollywood.

Voltando ao início da questão, eu ainda me pergunto se não somos nós seres humanos varelse entre si. Nós não conseguimos aceitar diferenças triviais como origems, crença religiosa, vontade e sequer sexualidade! Que porra de civilização somos nós? Animais, que nós nos julgamos superiores, são menos vis e cruéis como nós.

Por que nos consideramos superiores aos outros? Por que não toleramos que - hey, adivinha só - somos diferentes uns dos outros e é isso que nos torna humanos? Quando eu digo que eu peso primeiro o bem-estar do mundo, leia-se meio-ambiente, depois o das pessoas que eu amo, o meu e finalmente o resto eu não me sinto moralmente errado ou envergonhado. Os seres humanos não merecem o que lhes foi dado.

Eu acredito em uma força superior que moldou tudo. Se ele é Deus, Alá, Senhor Homem-Jesus ou o Dr. Manhattan tanto faz. Porém também acho que esta entidade não dá a mínima pro que acontece aqui embaixo desde que os seres humanos se desenvolveram e julgaram-se donos da verdade e desafiaram a própria criação.


Patrocínios interessantes

Estamos em época de Olimpíadas na China. “Grandes coisa” como eu diria se você viesse falar pessoalmente comigo. Eu não só não ligo tanto assim para os jogos como até torço pro Brasil perder o futebol masculino - quem sabe assim o Anão cai.

Então, entrarei em um outro mérito que eu achei sensacional: patrocínios. Alguém mais acha irônico que o patrocinador oficial das Olimpíadas de Pequim 2008 é uma das redes que produz a comida mais gordurosa da face da terra?

Amo muito toda a banha?

Amo muito toda a banha?

Sem brincadeira, é como se eu entrasse na Igreja Católica e dissesse que eu vou doar R$2.000,00 por mês de dízimo provenientes do meu trabalho como traficante e cafetão.

Eu acho isso engraçado na verdade já que a idéia é promover os jogos não? Saúde não? Hã? Repare que o “líquido negro do capitalismo” também está ali.Mas e no Brasil? A gente só tem patrocinadores que fazem jus à saúde né?

Gelaaaaaadaaaa!

Gelaaaaaadaaaa!


Monografia, Batman e Febre

Ontem defendi minha monografia. Adeus UFPR! Nunca mais quero entrar naquele lugar e ter de estudar essas coisas que eu nunca me animei em estudar — claro que houve coisas que valeram a pena. Foi uma defesa tranquila na verdade, o assunto também.

Levando em consideração que tive 2 meses pra fazer todo o meu trabalho porque mudei de tema, eu até fico feliz com o resultado. Poderia ter sido melhor, mas pra conseguir minha formatura assinada e carimbada, quem liga?

Ontem fui ver o Batman e gostei muito. Ficou realmente muito bom o filme. Várias cenas de explosões, coisas idiotas como pessoas pulando de prédios e outros itens que são perfeitos para filmes de ação. É por isso que assim como Duro de Matar 4.0 também é um excelente filme, mesmo com suas nuances de computação (prefiro uma invasão de 192.168.0.0/24 do que 350.x.x.x). Algumas pessoas esquecem que filmes são vários tipos de arte possíveis e não um tratado sobre psicologia.

Por isso que o Coringa neste filme ficou excelente, ele é pura e simplesmente louco. Quem liga se ele fugia um pouco do princípio de caos e destruição? É um filme oras! E de Hollywood ainda por cima. Quer filme com conteúdo assista cinema francês ou árabe. Boa sorte com isso. Obviamente não farei uma resenha sobre o filme porque não sei fazer isso. Ou eu gosto dum filme, ou eu não gosto. Ponto final.

Pra fechar bem o dia da minha libertação eu tive uma febre cavalar, fui dormir de moletom, edredom e dois cobertores e ainda estava tremendo de frio. Foi trash. Eu devo ter sonhado uns 70 sonhos diferentes enquanto delirava. Sonhei que era espancado, chutado, ganhava na mega-sena, que eu era o Batman (esse até que foi legal), que eu voava. Foi um misto. Tão forte que hoje de manhã eu levantei, tomei um banho pra ir trabalhar mas o corpo não aguentou, ele implorou pra ficar na cama. Implorar também é sacanagem. Ele me deu uma bela duma rasteira isso sim.

Ótimo jeito de começar a minha vida livre!


Pensamentos Bizarros #4

Algumas pessoas deveriam ser mortas apenas pela voz chata.


Os semáforos e a vida moderna

Atenção: Na sua terra você pode chamar semáforo de sinal, sinaleiro, sinaleira, farol ou qualquer outro adjetivo. Lembre-se que são aquelas luzes de controle de tráfego em cruzamentos.

Foram três exemplos em menos de 24 horas. Três exemplos de pessoas que deveriam morrer, mas como a morte estava passeando pela minha casa pra levar a outra das minhas cadelas embora, elas sobreviveram. Três pessoas que se tivessem um pouco mais de paciência não tomariam sustos desnecessários, ou morreriam.

A primeira foi atravessar a rua enquanto o semáfaro para ela estava fechado e pros carros que fariam a conversão à esquerda estava aberto. Ela se aventurou na rua, quase foi atropelada e xingou o motorista. Alguns segundos depois ela fez a mesma façanha na outra esquina.

O segundo era mais habilidoso, ele furou o semáforo em um cruzamento e quase levou uma pancada na lateral que, apesar de não fazer capotar, teria matado a criança que estava no banco da frente sem cinto de segurança. Nesse caso o carro errado era o que vinha na rua contrária do meu pai e eu.

A terceira conseguiu uma menção digna de Darwin Awards. Além de resolver atravessar a rua enquanto vários carros passavam pela pista, ela tropeçou e caiu de quatro no meio da rua.

Três casos distintos mas com o mesmo problema: desrespeito às leis de trânsito. Eu já fui perguntado porque raios eu espero o semáforo ficar verde (o de pedestre já que eu não dirijo - por opção, até tenho carteira) para então atravessar. Tudo bem, quando realmente não vem ninguém e dá na telha eu atravesso com ele vermelho. Era só eles terem sido pacientes que nada teria acontecido ou poderia acontecer. Veja, se você for esperar o semáforo ficar verde para atravessar você deve perder talvez uns dois minutos do seu tempo.

Agora pare e pense: quanto tempo você realmente irá se atrasar por míseros dois minutos? “Mas de dois em dois minutos isso vira uma hora!” - novidade para você que pensa dessa maneira: saia mais cedo de casa. Você realmente acha que os cinco minutos que você perderá no total por esperar no cruzamento vai fazer sua vida diferente?

Vivemos em um mundo corrido, aonde as pessoas julgam que quanto mais rápido as coisas forem feitas, melhores. Afinal, quanto mais rápido, mais é feito. Comemos em fast-foods, temos acesso aos nossos emails 24 horas por dia, 7 dias por semana. Praticamente corremos para sairmos do escritório e irmos almoçar (né Anthuan?), como se o mundo estivesse prestes a acabar.

E eu nem entro em detalhes sobre motoristas. Céus! Estes devem julgar a seguinte colocação para as cores do semáforo:

  • Verde: Acelera Ayrton!
  • Amarelo: Vai que dá! Vai que dá ainda!
  • Vermelho: Dá uma olhada rápida, se não vier ninguém senta o pé!

Sabe qual a melhor parte de tudo isso? Eu moro em Curitiba, que é a cidade grande com maior jeito de cidade pequena que já vi.


Sobre bandas

Estava repassando meus CDs pro iTunes essa semana e revi alguns CDs que eu escutava em 1999-2002, ou algo próximo à isso e reencontrei meus CDs do KoRn, Limp Bizkit, Slipknot e Linkin Park. Rapaz, que nostalgia. Hoje eu escuto bem mais coisas, que variam desde Spock’s Beard, Dream Theater e The Mars Volta para Pink Floyd, Rush, Yes dentre outros várias, inclusive música clássica.

O legal de ouvir essas bandas que eu escutava naquela época é ver como era meu estilo de vida, como eu era, como eu me relacionava com as outras pessoas inclusive. Eu me aproximei (ui) mais do Alexandre por causa do KoRn; do Andrei por causa do Limp Bizkit — tá, RPG também foi um grande fator, mas não deixa de ser verdade. Eu falava com o Murilo bastante sobre isso também, e era divertido. Aí eu parei. Entre 2002-2004 eu tive uma recaída musical não citável.

Enquanto fazia a cópia dos CDs eu comecei a ouvir mais uma vez as músicas, e apesar das letras em geral serem idiotas, eu vi que aquelas música são muito boas de se ouvir. Eu não deveria ter renegado as minhas origens musicias por pura e simplesmente arrogância. Tá que eu não vou ouvir algumas coisas que eu achei legal porque simplesmente são ruins mesmo, mas não significa que eu não possa gostar de coisas que eu já gostei em uma época distante.


Creative Commons License photo credit: RedTxarli

Bandas me leva ao fato de como a maioria é um lixo em estúdio na verdade. Quer ouvir uma banda de verdade escuta ela ao vivo - seja por um álbum ou num show, vale a pena. Especialmente pelos erros! Eu adoro bandas que erram ao vivo, você vê eles se mexendo para corrigir a música, ou faz uma coisa nova e esse tipo de coisa, é absolutamente perfeito na imperfeição. Bandas que tocam ao vivo igual no estúdio, prefiro ouvir o álbum de estúdio.

Ou então aquelas que tem tanta correção de voz, instrumentos que chega a perder a graça. Veja The Mars Volta por exemplo, apesar deles serem excelentes, a voz do Omar Cedric no estúdio é completamente corrigida, enquanto ao vivo você percebe o quão esganiçada que ela. Eu acho legal ao vivo, gostaria até que fizessem isso nos álbuns de estúdio deles. Isso não vende disco no entanto.

O Dream Theater tem mania de corrigir vocais/riffs errados nos álbuns ao vivos. Filhos da puta. Erros são legais, ponto.

Ainda tem um show do Siam Shade que o vocalista começa a cantar a segunda parte da música e fica com cara de bunda quando o guitarrista tá cantando diferente, é sensacional! Por que tirar essas coisas?


Não sei sobre o que escrever

Faz muito tempo desde que escrevi alguma coisa relevante aqui no stoploudness. Desde então não consegui achar nenhum assunto, caso ou irreverência que tenha acontecido comigo que eu julguei interessante o suficiente ou importante o bastante para escrever.

Veja, eu tenho muito tempo para me dedicar a escrever um assunto. Eu simplesmente penso no assunto e escrevo com o coração, porque quem escreve com os olhos esqueceu a face de seu pai (boa sorte em descobrir a referência!). Eu escrevo sem bolar o que escrever, simplesmente sai.

Claro que isso gera pérolas como textos que não incluem nenhum conteúdo prático para a minha vida. Lembre-se: eu escrevo por mim, não por você. Obrigado por ler, mas você não é o alvo da minha escrita. Eu sou o alvo da minha escrita, porém, nem isso eu consigo atingir nos últimos dias.

Não me sinto triste, não me sinto desiludido, apenas me sinto normal. O que é estranho o suficiente para mim. Não sinto uma necessidade suprema de escrever mas sinto uma necessidade incrível de querer ter algo para escrever e não consigo. É algo como um bloqueio com escritores profissionais, só que eu não tenho nenhuma data limite nem uma editora me pressionando.

Com certeza absoluta esse foi o texto mais vazio que já escrevi. Por mais que eu tenha escrito, eu continuo achando que não consigo escrever ultimamente. Talvez eu deva ler mais do que eu já leio ou assistir coisas novas. Se você após ler que não é o meu alvo na escrita julgar que tem alguma sugestão, sugira.


Coisas que mudam

Ontem fiz algo que deve ter pelo menos uns 10 anos pra mais que não faço: Comprei software.

Espera. Hein? Paulo Ruthes comprou um software? Comprar um Mac eu aceito, mas comprar software? Que absurdo!

É, mais ou menos. Estava lendo este artigo do Leandro sobre alguns programar para Mac e ele falou do CoverSutra, que serve para você controlar o iTunes de maneira a não interferir com o que você está fazendo. Instalei, quer dizer, copiei o .app pro Applications e coloquei pra rodar (ele funciona por 10 dias sem registro). Caros, que coisa perfeita. Command+Shift+Espaço, digita a música, Enter e fim. Aí veio a dúvida se comprava ou não, afinal, são 15 euros! Comprei.

Minha lógica, assim por dizer, foi que eu gostei do software e achei que era um preço aceitável por algo que me deixava feliz. Claro, eu procurei primeiro soluções gratuitas (código-aberto ou não) mas nenhuma deu aquele “tchan” que o CS deu.

Meu problema foi a minha percepção de pagar por algo tão abstrato quanto software! É algo que eu realmente não conseguia aceitar, aliás, acho que ainda é complicado. A iluminação veio quando eu percebi que compro outras coisas “abstratas” como CDs e DVDs. Por mais que estes venham em embalagens, o conteúdo é áudio/vídeo. Nada além.

Talvez o único problema com os software[1] é que estes não tenham nada palpável para você entender como seu. Apenas uma licença de uso.

Mas fica a pergunta: estaria eu sucumbindo de vez ao mundo capitalista de software? Será isso um efeito da Maçã Branca do Poder? Oh Discórdia!

[1] software/hardware não tem plural seu jacu que pensou que eu errei!